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  • Foto do escritorSilvâni Silva

Ano Novo



Sempre que um ano está prestes a findar,

surgem expectativas e esperanças,

como se o recomeço dos meses

fosse o abastecimento de atitudes e sentimentos.


Prendemo-nos à contagem do tempo,

e cheios de misticismo ou ateísmo,

brindamos o Ano Novo,

crendo que, ao reiniciar os meses,

seremos heróis de nós mesmos,

com o brilho do sol e a capacidade plena

de fazer desaparecer nossos demônios

e realizar nossos desejos mais profundos.


Mas, em meio à euforia passageira,

a ilusão se enlaça ao 'Ano que vem',

distraída dos dias ensolarados,

enlaçando somente esperanças,

sem perceber que a vida

é uma correnteza rubra e incessante,

fluindo dentro de nós,

gerando ondas intensas de emoções,

em uma sequência de decisões, ações e reações.


Em meio a essa contagem do tempo,

onde o tic-tac é um compasso constante,

é fácil esquecer de viver com paixão,

a inspiração contida em cada respiração,

pois o Velho Ano morre a cada pôr do sol,

e a cada alvorada, o Ano Novo renasce.


Tão somente uma noite é que separa

o passado do hoje, o velho do novo,

pois cada dia carrega consigo

o brilho dos fogos de artifício

ou a desnecessidade do seu estrondo.


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